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VELA DE IGNIÇÃO ECOLOGICA

Iniciamente vamos entender melhor o processo de ignição das velas onde utiliza-se uma descarga elétrica gerada pela bateria do veículo que é elevada pela bobina e distribuída uniformemente entre os cilindros de forma sincronizada com o movimentos dos pistões para gerar o movimento (Ciclo Otto: 1º admissão, 2º compressão, 3º combustão e 4º escapamento).

 

 

 

                             Velas de Ignição - esquema

Os carros de hoje em dia são modernos. A injeção eletrônica fez com que não tivessemos mais muitas dores de cabeça com a regulagem do motor e a troca de algumas peças. Dentre essas peças estão as velas de ignição, um componente que ainda tem grande importância.

 

A vela de ignição é responsável por criar a faísca dentro da câmara de combustão, explodindo a mistura de ar e combustível, empurrando o pistão para baixo e movimentando o carro. Ela trabalha em condições pesadas, e merece boa atenção.

Quando passa da hora de trocar a vela, o carro funciona desregulado, apresenta dificuldades na partida, fica com a marcha lenta desregulada, o desempenho fica ruim e o consumo de combustível aumenta consideravelmente. Vejamos o que temos de fazer pra manter esse componente funcionando corretamente:

Verificação e troca

Geralmente se recomenda que as velas sejam analisadas a cada 10.000 quilômetros. O período de troca varia, mas geralmente não passa de 40.000 ou 50.000 quilômetros. Veja no manual do seu carro o intervalo recomendado para troca.

Como saber se uma vela está boa ou não

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Se a vela estiver meio marrom, cinza ou amarelada, ela está no fim de sua vida útil. Não pode existir folga entre os eletrodos. Quando a ponta da vela fica coberta de resíduos de carvão, ela está carbonizada.

Ainda se ela tiver a ponta do isolador toda esbranquiçada ou com pontos pretos na superfície, ela está superaquecendo. O isolador cerâmico não pode ter nem a mínima trinca. É bom verificar também a rosca da vela, se ela estiver danificada isso pode indicar excesso de torque na hora em que a pessoa colocou ela no lugar.

O que fazer para as velas durarem mais

Os eletrodos da vela tem um certo desgaste natural, isso é comum. O que mais afeta a vida útil das velas é a regulagem dos parâmetros de alimentação e ignição. Outros componentes com problema danificam a vela.

Se tivermos desgaste dos anéis ou por vedadores de válvulas com defeito, a vela será carbonizada. Se você não puder fazer uma retífica no seu carro, terá que limpar as velas com uma certa frequência até resolver o problema de uma vez.

Colocar vela fria ou quente

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Colocar velas com grau térmico diferente do recomendado geralmente não é uma boa. Uma vela quente demais aumenta a temperatura na câmara, mas deixa o motor exposto ao risco de detonação. Vela fria demais piora o desempenho, mas pode ser útil se o carro for preparado ou passado para álcool, com cabeçote rebaixado. Consulte um mecânico ou preparador experiente sobre isso.           

 

Desenho em corte

O tipo de construção, os materiais utilizados e o processo de produção determinam juntos o quanto a vela de ignição atende às altas exigências a ela impostas.


1. Barreira contra fugas de corrente
Impedem fugas de alta tensão, e com isso, as falhas de ignição.

2. Isolador
O isolador é feito predominantemente de óxido de alumínio e tem a função de isolar o pino de conexão e o eletrodo central da carcaça.

3. Pino de conexão
Nas velas Bosch Super, o pino de conexão é de aço.

4. Anel de rebordo
Para fixar e vedar o isolador.

5. Carcaça
A carcaça é feita de aço e niquelada para maior proteção contra corrosão. É utilizada para fixar a vela à cabeça do cilindro.

6. Massa de vidro
A massa de vidro utilizada é elétrica e termicamente condutiva. Sua função é também conectar o pino de conexão ao eletrodo central.

7. Arruela interna de vedação
Para fixar e vedar o isolador.

8. Eletrodo central
O eletrodo central consiste em uma liga de níquel-cromo com núcleo de cobre.

9. Eletrodo massa

12 dicas práticas sobre o estado da vela

 
A aparência dos eletrodos e do isolador revela informações importantes sobre o funcionamento da vela, o combustível e o motor. Analisando o estado da vela de ignição você pode identificar o problema do motor.
 
Mas antes de uma avaliação, duas condições devem ser satisfeitas:
1. O veículo deve ter rodado um percurso de pelo menos 10 Km, com o motor funcionando em diferentes rotações, todas situadas na faixa média de potência
 
2. Deve-se evitar um funcionamento prolongado em marcha lenta antes do desligamento do motor.
 
1 - NORMAL
O pé do isolador apresenta-se amarelado-cinza ou marrom-claro.
Motor em boas condições
Índice térmico da vela está correto.
 
2 - FULIGINOSA (CARBONIZAÇÃO SECA)
O pé do isolador, os eletrodos e a cabeça da vela cobertos por uma camada fosca de fuligem preto-aveludada (seca).

Causas:
Carburador regulado com mistura rica
Filtro de ar sujo
Afogador automático com mau funcionamento
Afogador manual puxado por longo tempo
Uso de combustível fora da especificação
Motor funcionando em baixa rotação por tempo prolongado
Ponto de ignição atrasado
Uso de vela incorreta - vela muito fria para o tipo de motor.

Efeitos:
Falhas de ignição
Motor falha em marcha lenta
Dificuldades de partida a frio.

Soluções:
Regulagem correta do carburador e do ponto de ignição
Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado
Substituir o filtro de ar
Acelerar o motor (rodando com o veículo) lentamente até a carga total (rotação máxima), para queimar os resíduos de carbono
Evitar que o motor funcione por muito tempo em marcha lenta, especialmente quando estiver frio
Utilizar vela correta para o tipo de motor.
 
3 - OLEOSA (CARBONIZAÇÃO OLEOSA)
O pé do isolador, os eletrodos e a carcaça apresentam-se cobertos por uma camada fuliginosa, brilhante, úmida de óleo e por resíduos de carvão.

Causas:
Em motores de 2 (dois) tempos - óleo em excesso na mistura
Em motores de 4 (quatro) tempos - óleo em excesso na câmara de combustão - Guias de válvulas, cilindros e anéis do pistão estão gastos.

Efeitos:
Dificuldade na partida
Falhas de ignição - motor falha na marcha lenta.

Soluções:
Em motores de 2 tempos, usar a proporção correta de mistura
Em motores de 4 tempos, retificar o motor - Trocar as velas.
 
4 - RESÍDUOS LEVES DE CHUMBO
Resíduos amarelado-escuros no isolador. O pé do isolador coberto por uma fuligem amarelo-clara, aspecto de fosca a brilhante.

Causas:
Aditivos antidetonantes no combustível, como tetraetila e tetrametila de chumbo.

Efeito:
Se o pé do isolador chegar a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo tornar-se-ão condutores elétricos, fato que pode ocorrer com veículo em alta velocidade, causando falhas de ignição.

Soluções:
Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado
Trocar as velas, pois é inútil tentar limpá-las.
 
5 - RESÍDUOS GROSSOS DE CHUMBO
O pé do isolador apresenta-se parcialmente vitrificado e de cor amarelo-marrom.

Causas:
Aditivos antidetonantes no combustível, como tetraetila e tetrametila de chumbo. A vitrificação denuncia a fusão dos resíduos sob condições de forte aceleração de veículo.

Efeito:
Se o pé do isolador chegar a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo tornar-se-ão condutores elétricos, fato que pode ocorrer com veículos em alta velocidade, causando falhas de ignição.

Soluções:
Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado
Trocar as velas, pois é inútil tentar limpá-las.
 
6 - RESíDUOS / IMPUREZAS
Camada de cinza grossa no pé do isolador, na câmara de aspiracão e no eletrodo-massa, de estrutura fofa e até cheia de escórias.

Causas:
Aditivos do óleo ou do combustível deixam resíduos incombustíveis na câmara de combustão (pistão, válvula, cabeçote) e na própria vela. Isso ocorre especialmente em motores com um consumo de óleo acima do normal, ou quando se utiliza combustível de qualidade inferior.

Efeitos:
Perda de potência do motor, decorrente de ignições por incandescência e danos ao motor.

Soluções:
Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado
Trocar as velas
Regular o motor.
 
7 - SUPERAQUECIMENTO
Eletrodo central fundido parcialmente.

Causas:
Combustão por incandescência causada por temperaturas extremamente elevadas na câmara de combustão em decorrência, por exemplo, de uso de vela muito quente; resíduos na câmara de combustão; válvulas defeituosas; ponto de ignição muito adiantado; mistura muito pobre; sistema de avanço do distribuidor com defeito; combustível de má qualidade; vela mal apertada.

Efeitos:
Falhas de ignição
Perda de potência
Danos ao motor.

Soluções:
Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado
Substituir as velas.
 
8 - ELETRODO CENTRAL FUNDIDO
Eletrodo central completamente fundido, possível trinca no pé do isolador e eletrodo-massa parcialmente fundido.

Causas:
Superaquecimento do eletrodo central, que pode trincar o pé do isolador.
Combustão normal com detonação ou ponto de ignição excessivamente adiantado.

Efeitos:
Falhas de ignição
Perda de potência
Danos ao motor.

Soluções:
Revisar o carburador, o ponto de ignição, o distribuidor e o motor
Utilizar velas corretas para o tipo de motor
Substituir as velas.
 
9 - ELETRODOS CENTRAL E MASSA FUNDIDOS
Causas:
Combustão por incandescência causada por temperaturas extremamente elevadas na câmara de combustão em decorrência, por exemplo, de uso de vela muito quente; resíduos na câmara de combustão; válvulas defeituosas; ponto de ignição muito adiantado; mistura muito pobre; sistema de avanço do distribuidor com defeito; combustível não especificado para o tipo de motor.

Efeito:
Antes do dano total do motor, ocorre perda de potência.

Soluções:
Revisar o carburador, o ponto de ignição, o distribuidor e o motor
Utilizar velas corretas para o tipo de motor
Utilizar combustível adequado para o tipo de motor
Substituir as velas.
 
10 - DESGASTE EXCESSIVO DO ELETRODO CENTRAL (EROSÃO)
Causa:
Não observância do tempo recomendado para a troca das velas.

Efeitos:
Solavancos do motor devido a falhas de ignição (especialmente na aceleração do veículo); a tensão de ignição exigida, pela grande distância entre os eletrodos, é alta demais
Partida difícil.

Solução:
Trocar as velas ou examiná-las de acordo com as instruções dos fabricantes.
Certifique-se do tipo ideal ao modelo do veículo, consultando sempre a tabela de aplicação ou recomendação do fabricante.
 
11 - DESGASTE EXCESSIVO DOS ELETRODOS MASSA E CENTRAL (CORROSÃO)
Causas:
Presença de aditivos corrosivos no combustível e óleo lubrificante. Esta vela não foi sobrecarregada termicamente, não se tratando portanto de um problema de índice térmico. Depósitos de resíduos provocam influências no fluxo dos gases.

Efeitos:
Solavancos do motor devido a falhas de ignição (especialmente na aceleração do veículo)
Partida difícil.

Soluções:
Trocar as velas. Certifique-se do tipo ideal ao modelo do veículo, consultando sempre a tabela de aplicação ou recomendação do fabricante
Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado.
 
12 - PÉ DO ISOLADOR TRINCADO
Causas:
Dano causado por pressão no eletrodo central como conseqüência do uso de ferramentas inadequadas na regulagem da folga. Exemplo: abrir os eletrodos com uma chave de fenda
Corrosão do eletrodo central por aditivos agressivos no combustível
Depósitos de resíduos de combustão entre o pé do isolador e o eletrodo central.

Efeitos:
Falhas de ignição (a faísca salta entre o isolador e a carcaça)
Partida difícil.

Soluções:
Trocar as velas. Certifique-se do tipo ideal ao modelo do veículo, consultando sempre a tabela de aplicação ou recomendação do fabricante
Aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado.